Homem é condenado por manter nove trabalhadores em condições análogas à escravidão em Triunfo

Trabalhadores atuavam no corte e extração de madeira em propriedades rurais e ficavam em locais sem banheiro e água potável

11/08/2026

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Polícia e Trânsito

Um homem foi condenado a três anos e quatro meses de reclusão por submeter nove trabalhadores a condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Triunfo. Eles atuavam no corte e na extração de madeira ao longo de 2023.

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), os trabalhadores atuavam na Vila da Ponte Seca e Vila do Limoeiro. Contratados informalmente, recebiam conforme a quantidade de madeira e casca retiradas.

Parte deles dormia em barracas instaladas em abrigos de lona, com colchões no chão ou sobre estruturas improvisadas de madeira. Um trabalhador chegou a dormir dentro de um veículo. Nos locais não havia instalações sanitárias, água potável ou espaço adequado para preparar e consumir as refeições.

Segundo os depoimentos, também não havia água encanada ou energia elétrica. Um arroio próximo era utilizado para banho e lavagem de roupas e utensílios, enquanto a água para consumo e preparo dos alimentos precisava ser levada de casa.

A defesa sustentou que não havia obrigação de permanência nas propriedades e contestou a caracterização das condições como degradantes. O juiz federal Lademiro Dors Filho, da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, porém, considerou comprovada a situação apontada na denúncia.

A pena de três anos e quatro meses de reclusão foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de cinco salários mínimos.

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